Poemas de Arthur Rimbaud usados nos teasers do Seunghoon, Jinwoo e Seungyoon.

No teaser do Seunghoon:

Sensação

Pelas tardes azuis do Verão, munido pelo trigal
Caminho pelas trilhas, esmagando a grama em que piso
Sonharei e sentirei seu frescor em meus pés
Deixarei o vento banhar minha cabeça nua
Não falarei , não pensarei em mais nada
Mas um amor infinito nascerá em mim
Irei longe, bem longe, como um boêmio
Na Natureza, como a companhia de uma mulher

No teaser do Jinwoo:

Prece do Entardecer

Vivo sentado, como um anjo nas mãos de um barbeiro,
Segurando uma pesada caneca,
Minha barriga e meu pescoço estão curvados, um cachimbo barato em meus dentes
O ar abaixo sendo engolido com nuvens impalpáveis.
Milhares de sonhos dentro de mim, queimando dolorosamente e docemente,
Como cozinhar montes de cocô de pássaro em algum velho pombal;
E às vezes minha vida é triste como um alburno
Que sangrou pelo jovem e pelo dourado enevoado do cair de frutas.
Então quando eu cuidadosamente engoli a seco meus sonhos,
E bebi minha sede, talvez quarenta canecas,
Eu me despertei para aliviar minha necessidade amarga:
Doce como o salvador de cedro e de hissopo
Eu mijo através dos céus escuros, bem alto e bem longe
Com a aprovação dos grandes heliotrópios.

No teaser do Seungyoon:

Vida

I
Oh, as enormes avenidas da Terra Santa, os terraços do templo! O que eles fizeram com o Brahmin que explicou os Provérbios para mim? Daquele tempo e lugar eu ainda podia ver até as mulheres mais velhas! Lembro-me de horas de prata e luz solar perto dos rios, a mão do país no meu ombro, e as nossas carícias permanecidas nas planícies apimentadas. – Um vôo de pombos escarlates ressoava ao redor de meus pensamentos. Exilado aqui, uma vez eu tinha um palco no qual atuar fora das obras-primas dramáticas de toda a literatura. Eu poderia mostrar-lhe inimagináveis riquezas. Eu observo a história dos tesouros que você descobriu.
Eu vejo o resultado! Minha sabedoria é tão desprezada como o caos. O que é o meu nada em comparação com o estupor que espera por você?
II
Eu sou um inventor muito mais merecedor do que todos aqueles que se foram antes; até mesmo um músico, que descobriu algo como a chave do amor. Atualmente, um cavalheiro de um país desolado sob um céu sóbrio, eu tento me despertar com a memória da minha esfomeada infância, do meu aprendizado ou da minha chegada em sapatos de madeira, controvérsias, cinco ou seis viuvezes, e certas festas onde minha cabeça forte me impediu de subir ao nível dos meus companheiros. Não me arrependo de minha parte antiga da alegria divina: o ar sóbrio deste campo amargo alimenta bastante ativamente meu ceticismo atroz. Mas desde que esse ceticismo não pode ser agora colocado em uso, e, em qualquer caso, agora estou dedicado a um novo problema – Eu espero me tornar um louco muito vicioso.
III
Em um sótão onde eu estava trancado quando eu tinha doze anos eu vim a conhecer o mundo. Eu ilustrei a comédia humana. Em uma adega eu aprendi história. Em algum revel noturno em uma cidade do Norte, conheci todas as esposas dos antigos pintores. Em um beco velho em Paris eu fui ensinado ciências clássicas. Em uma magnífica moradia rodeada por todo o Oriente eu realizei meu imenso trabalho e passei o meu retiro ilustre.
Eu fabriquei o meu sangue. Meu dever foi perdoado. Eu não devo sequer sonhar com isso novamente. Eu realmente sou além-do-túmulo, e não há mais comissões.


Poemas: Arthur Rimbaud
Adaptação: Lala~ | WINNER Brazil
Não retirar sem os devidos créditos.

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